domingo, 25 de novembro de 2012

Sugestões de como trabalhar a Morfossintaxe no Ensino Médio


 SUGESTÕES DE COMO TRABALHAR EM SALA DE AULA DO ENSINO MÉDIO OS TÓPICOS VISTOS
           
            O ensino pragmático da gramática não deve ser um ensino de nomenclatura apenas. Infelizmente, muitos professores concebem o ensino de gramática como sendo a mesma coisa que o ensino da nomenclatura gramatical. Gramática é um termo polissêmico e, por isso, devemos ter cuidado com os significados que legitimamos ao escrevermos textos sobre o ensino de gramática.
            
         Como afirma Oliveira (2010), a chave para a mudança na forma de os professores ensinarem gramática não reside na adoção de um termo, análise linguística, e no abandono de outro, ensino de gramática. Reside na conscientização dos professores a respeito das concepções de língua e de gramática que eles adotam, as quais exercem influência determinante na sua prática pedagógica.
           
            Portanto, não há nenhum problema em ensinar gramática, se o professor estiver consciente de que o ensino da gramática é um meio que ele tem para ajudar os alunos a produzirem textos adequados a contextos de interação social específicos e de que ensinar gramática não é a mesma coisa que ensinar nomenclatura.
            
             Logo, fica a seguinte pergunta: o professor deve ou não ensinar gramática? Bom, a gramática não deve ser ensinada, como mencionado anteriormente, se ela for estreitamente concebida como nomenclatura gramatical. Contudo, não existe língua sem gramática nem falante sem conhecimento de gramática, então todos temos que aprender gramática a certo ponto da vida. O ensino da gramática, segundo Antunes (2003), deve estar voltado para o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno. Ele serve para ajudar o aluno a aprender formas diferentes de dizer uma mesma coisa em situações interacionais distintas.

  Assim, ao ensinar períodos simples e compostos, o professor deve contextualizar os alunos para não apenas estudarem frases isoladas, sem vir a ter muito proveito posteriormente. Mas deve ajudá-los a identificar em situações diferentes diversas orações tanto coordenadas quanto subordinadas, analisá-las e, assim, tornarem-se aptos para usá-las em seu cotidiano.
  
 Muitos alunos tem a impressão de que aprender gramática é chato, mas como esclarece Larsen-Freeman (2003): “A gramática nunca é chata. O que pedimos aos alunos para fazer para aprendê-la é que pode ser chato”.  Isso nos faz compreender porque os alunos não gostam de aprendê-la, por causa do tipo de exercícios que os professores passam aos alunos. Portanto, é extremamente necessário que os professores estejam com a mente aberta e elaborem atividades diversificadas aos seus alunos sobre o tema, não apenas foquem nos aspectos teóricos, mas, sobretudo, nos aspectos práticos para, assim, facilitar a aprendizagem dos alunos.

Não há como professores e estudantes não se sentirem perdidos em meio ao caos terminológico. Por isso, no que diz respeito ao lugar da nomenclatura gramatical na prática pedagógica, o professor precisa se perguntar se a metalinguagem que pretende usar na sala de aula é realmente necessária, se vai ajudar ou atrapalhar os estudantes na interação com o ponto gramatical a ser apresentado. Além disso, o professor precisa se lembrar de que a metalinguagem não é um objeto em si mesma. Ela deve ser vista como uma ferramenta à disposição do professor para auxiliar no desenvolvimento da competência comunicativa dos seus alunos.

O que nos interessa é que os estudantes sejam capazes de ler e de produzir textos coerentes e adequados, mesmo que não pensem nos elementos gramaticais.




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