sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Relatório 1º Bimestre - Périodo Simples



I - Sujeito

Aprendemos que o Sujeito possui três qualidades que o distingue do Predicado. São elas:

1 Ele comanda a flexão verbal

2-  É um sintagma nominal – tem natureza substantiva

3- Normalmente ocupa a primeira posição (padrão da ordem linear da construção da oração em português - SVC)

Foi-nos dada uma definição do sujeito: “Ele é o termo não preposicionado da oração que pode ser substituído por um pronome reto (ele(s), ela(s)) ou por um pronome demostrativo neutro (isso).

Tipos de Sujeito

Existem cinco tipos de sujeito:

- Simples (SS) - possui um único núcleo substantivo e pode ser substituído por um pronome reto. 
      
      Exemplo:

As flores eram amarelas.
As flores eram amarelas? Sim, elas eram amarelas.

- Composto (SC) - possui mais de um núcleo e pode ser substituído por um único              pronome reto.  
      
      Exemplo:

Mãe e filha estão dormindo.  
Mae e filha estão dormindo? Sim, elas estão dormindo. 

- Oculto (SO) - também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, o sujeito oculto pode ser descoberto através da flexão ou desinência verbal. Exemplo:
Saímos às sete do trabalho. (Sujeito desinencial: Nós) 

- Indeterminado (SI) - existe um sujeito, mas não se sabe exatamente quem é, não é possível identificá-lo.
      Exemplo:

Fizeram uma homenagem ao presidente.
Quem? Eles(as)?

A indeterminação do sujeito pode ser feita de duas maneiras:

§   Com verbo na 3a pessoa do plural, sem referência a nenhum antecedente;
§  Com a partícula “se” (índice de interminação do sujeito) e verbo na 3a pessoa do singular.
     
    -  Oração sem sujeito (OSS) o sujeito é inessistente, pois o verbo ocorre na 3a pessoado singular e não se substitui um termo nem se acrescenta qualquer pronome à oração do teste. Entretanto, o sujeito existe em orações em que o verbo é impessoal.

Casos de orações sem sujeito:

 Ø  Com o verbo “haver” no sentido de existência ou realizações.
Exemplo: Devia haver aula agora.
Teste: Deveria haver aula agora? Sim, deveria haver aula agora.

 Ø  Com os verbos, “haver, “fazer” e “ir” na indicação de tempo.
Exemplo: meses que não chove.
Teste: Há meses que não chove? Sim, há meses que não chove.

 Ø  Indicação de fenômenos meteorológicos.
Exemplo: Ontem choveu muito de manhã.
Teste: Ontem choveu muito de manhã? Sim, ontem choveu muito de manhã.

 Ø  Com expressões “chega de”, “basta de” e “passa de”.
Exemplo: Chega de fofoca.
Teste: Chega de fofoca? Sim, chega de fofoca.

 Ø  Indicação de espaço e distância com o verbo “ser.
      Exemplo: São apenas 5 metros até o mercado.
Teste: São apenas 5 metros até o mercado? Sim, são apenas 5 metros até o mercado.

II – Predicado
Tudo que não é sujeito é predicado, seu núcleo é sempre o verbo. É a informação que temos ou damos sobre o sujeito. (Gramática Normativa).
Segundo a gramática descritiva, o verbo desempenha na oração unicamente a função de núcleo do predicado, é a única função que o verbo pode ter na oração. Perini (Gramática Descritiva)

Exemplos: O síndico do prédio  multou os culpados ontem a noite. 
                           (Sujeito)                            (predicado)

O meu nariz está entupido.
                  (verbo é o núcleo do predicado)

Predicado verbal

O predicado verbal possui obrigatoriamente um verbo, o qual é o núcleo do predicado. O verbo é núcleo do predicado quando é nocional, ou seja, que demonstra uma ação.

Exemplo: Os alunos estudam todos os dias para o concurso.
                   (O verbo evidencia uma ação)
Como núcleo do predicado é o verbo “estudam”, chamamos de predicado verbal.

Predicado Nominal

No predicado nominal o núcleo do predicado é um nome, o qual tem a função de predicado do sujeito. O predicativo é conectado ao sujeito sempre através de um verbo de ligação.

Exemplo: Ela está cansada.
                    (O predicado nominal “cansada” está conectado ao sujeito “ela” pelo verbo de ligação “está”)

Predicado verbo-nominal

O predicado verbo-nominal tem como o nome indica, dois núcleos significativos: um verbo e um predicativo do sujeito.

- Predicação verbal

A predicação verbal trata do modo pelo quais os verbos formam o predicado, isto é, se exigem ou não complementos.
Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, transitivos e de ligação.

- Verbo “A vertente semântica”

Existem duas classes de verbos: verbos significativos e verbos copulativos (não-significativos)
Verbos significativos apresentam significado extralingüístico, um significado que pode ser relacionado a um referente no mundo, o verbo significativo constrói um predicado e por isso cabe a função de núcleo desse predicado.

Exemplo: O rapaz deu o livro a menina.
                                     (predicado verbal)

Verbos não-significativos são aqueles cujo o significado é apenas gramatical, eles aparecem no predicado não como seus estruturadores, mas como suportes de informações gramaticais.

Exemplo: A moça ficou bonita.
                   (Verbos de ligação ou verbos copulativos)

- Verbo “A vertente sintática”
Os verbos significativos necessitam de complementos.

Verbos intransitivos

São verbos de conteúdo significativos que não necessitam de um complemento.

Exemplo: Lampião morreu.
                                   (Predicado)

Verbos transitivos

São verbos de conteúdo significativo que, não tendo sentido completo, necessitam de um complemento para que possam constituir o predicado. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos e transitivos indiretos.

* Transitivos diretos

Exigem complemento sem preposição obrigatória (objeto direto)

Exemplo: Lampião comprou balas.
                                 (Verbo transitivo direto)

* Transitivos indiretos

Exigem complemento com preposição obrigatória (objeto indireto).

Exemplo: Lampião gosta de Maria Bonita.
                     (Verbo transitivo indireto)

Termos Oracionais Complementares

Complementos dos Verbos

Objeto Direto e Objeto Indireto

O objeto direto e o objeto indireto são termos da oração que completam o sentido de verbos transitivos

Objeto direto (OD) É o termo da oração que completa o significado de um verbo transitivo direto sem auxílio de preposição obrigatória.

Exemplo: Algumas pessoas lêem horóscopos.
                           Sujeito     V.T.D  Objeto direto


Segundo Sautchuk (2004), o objeto direto é termo representado por SN autônomo, apesar de haver casos excepcionais em que ele pode vir preposicionado.

Objeto indireto (OI) É o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo indireto, sempre com o auxilio de uma preposição.

Exemplo:
                 Marta        acredita     em horóscopos.
                 Sujeito       V.T.I       Objeto indireto

Segundo Sautchuk (2004), o OI é sempre representado por um sintagma preposicional /preposicionado (SPrep).

Adjunto Adverbial (AAdv) É o termo da oração que se liga a um verbo, com ou sem preposição, a fim de indicar uma circunstância qualquer ou intensificar o sentido do verbo. O adjunto adverbial também pode ligar-se a adjetivos ou advérbios, intensificando o sentido de ambos.
  
 Exemplo: Os adjuntos adverbiais se ligam aos verbos
  O professor     ensinou      bem
                                           Verbo         Adj. Adverbial

  Exemplo: Adjuntos adverbiais intensificando um adjetivo e um advérbio
                     
                Nívia fala          muito          bem
                             Adj. Adverbial     Advérbio

Complementos dos Nomes
Dando continuidade aos estudos das funções sintáticas, vamos focar nos complementos dos nomes. Vimos anteriormente os complementos dos verbos que são: objeto direto, objeto indireto, adjunto adverbial e agente da passiva. Vamos agora detalhar os complementos dos nomes que são: adjunto adnominal, predicativo do sujeito, predicativo do objeto, aposto, vocativo e complemento nominal.

Adjunto Adnominal (AAdn) - É um complemento que acompanha um nome.

- Uma característica do adjunto adnominal que o diferencia dos outros termos oracionais é o fato de ele ser o único que é formado por um sintagma interno integrante de outro sintagma. Por isso dizemos que ele não tem existência sintática autônoma e estará sempre preso a um núcleo substantivo, ou seja, um nome.

Exemplos:

1. Dois pobres garotos pediam um pedaço de pão duro à boa senhora.
          S                      VTDI                    OD                    OI

Núcleo do sujeito: garotos

A. ADN.de  garotos: dois, pobres
Núcleo do OD: pedaço

A. ADN. de pedaço: um, de pão duro
Substantivo do OI: senhora

A. ADN. de senhora: a boa 
  
Predicativo do Sujeito (PS)

É um complemento obrigatório dos verbos de ligação e acidental pra outros tipos de verbos e é formado por um sintagma autônomo que têm existência própria.

Exemplos:

2. O cãozinho parecia assustado
      S             VL        PS

  O predicativo do sujeito com outros verbos fica claro quando a característica do verbo está depois do sujeito.

3. A criança, sorridente, brincava na calçada
       S             PS            VTI          A. Adv.

O predicativo do sujeito se relaciona ao sujeito mais de natureza adjetiva, pois predica, qualifica o sujeito, e não ao verbo.

4. As crianças sorriam assustadas
       S              VI           PS

Predicativo do Objeto (PO)

É um termo sintático que tem as mesmas características morfossintáticas do predicativo do sujeito ser de natureza adjetiva e é formado por sintagma autônomo. O predicativo do objeto se relaciona ao objeto.
Segundo Sautchuk (2004), somente um pequeno grupo de determinados verbos tem uma predicação que exigem um predicativo do objeto os verbos são: chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, achar, julgar, adotar, tornar, encontrar coroar entre outros. O predicativo do objeto pode ser localizado transformando-se em interrogação.

Exemplos:

5. Coroaram nossa senhora parecida padroeira do Brasil.

Teste: Coroaram nossa senhora parecida padroeira do Brasil?
Sim, coroaram-na padroeira do Brasil.
                        OD             PO

6. A cidade acha o prefeito um incompetente.

Teste: A cidade acha o prefeito um incompetente?
Sim, a cidade acha-o um incompetente.
                             OD          PO

Aposto (A)

É um termo de natureza nominal que se refere a outro termo de natureza nominal.
Esse fato permite que o aposto troque de posição com o termo ao qual está se referindo.

Exemplos:

7. As estrelas, olhos do céu, pairam sobre nós.
         S                   A
8. Olhos do céu, as estrelas, pairam sobre nós.    
          S                  A

O Aposto classifica-se em:

*  Enumerativo:

Exemplo:

9. Preciso de apenas duas coisas: fé e esperança. 

 Especificativo:

Exemplos:

10. Padre Ernesto

11. Professor Alencar 

* Resumitivo:

Exemplos:

12. Matemática, geografia ou história, nada conseguia interessá-lo.

Vocativo (V)

É um termo de natureza substantiva que não se relaciona necessariamente ao verbo, não faz parte da sentença linear, por esse motivo deve vir separado por vírgula.
Tem no contexto uma função extremamente bem definida, pois serve apenas para chamar, invocar a pessoa ou coisa personificada a que se dirige.

Exemplos:

13. Ó Senhor, daí-me paz para os dias de tormenta.

14. Professora, eu não estou entendo nada.


Complemento Nominal (CN)

É um termo da oração que é, ao mesmo tempo, um sintagma interno e obrigatório na oração representado por sintagma preposicionado. Tem grande importância semântica, pois completam o significado de certo nomes.

Exemplos:

15. A resolução do diretor. = o diretor resolveu.

16. A volta do herói. = o herói voltou.

Mas como saber se um sintagma preposicionado interno a um sintagma nominal é complemento nominal ou adjunto adnominal já que os dois são sintagmas internos?!
Se o substantivo do sintagma preposicionado tiver a posse do núcleo do sintagma autônomo, então, trata-se de um adjunto adnominal.

Exemplo:

17. A ajuda da testemunha é importante. (a testemunha possui a ajuda)

Mas quando o substantivo do sintagma preposicionado é alvo do núcleo do sintagma autônomo, então trata-se de um complemento nominal.

Exemplo:

18. A descoberta do Brasil. (O Brasil é o alvo da descoberta)

Casos Incomuns

     1.      Ocorrem quando um Sintagma Preposicionado pode ser Predicativo do Sujeito ou Adjunto Adverbial.

Exemplo:

19. As joias são de verdade. (de verdade = verdadeiras)

No caso, de verdade faz função de predicativo do sujeito. Como no adjetivo verdadeiras.

20. O rapaz vive com medo.

Já neste caso, com medo poderia tanto ser substituído por amedrontado que seria um predicativo do sujeito. Ou medrosamente, que seria um adjunto adverbial.

        2.     Uso do verbo ser para indicar tempo.

21. Amanhã    será    feriado.
        Adv          V         S

        3.      Advérbios modificando substantivos.

É um advérbio com função de Adjunto Adnominal.

22. A menina aqui vai ganhar todas.






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